Faço uma pergunta,
me surge outra.
Respondo tranquila.
Da resposta,
me surge,
outra resposta.
Logo,
me questiono,
sobre a pergunta.
Sei? Não sei?
Pergunta feita,
resposta questionada,
pensada em abstrato.
Seria a pergunta,
uma pergunta,
que se originou,
da dúvida de perguntar?
segunda-feira, 23 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Cartão-Postal
Ô seu carteiro, por favor,
enaltece a linha,
pra virar um
ser humano.
Saia na frente,
chega até
a ânsia de ser percebido.
Tudo sai do nada.
Mas como o senhor faz?
Carrega alto-falantes nos ombros?
Se é que você me entende.
Ok, não vou te perguntar. Ótimo.
Muito Obrigada!
Você,
grita tanto que,
não se entende mais nada,
do que se diz.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Embalagem
Volta,
orgulha-se,
em alto-relevo com,
nada mais longe que,
a verdade,
de quem consome.
Acredita que,
o rótulo,
aparentemente banal,
avança,
insiste,
de ostentar,
a fórmula definitiva para a questão:
com ou sem emoção?
Tenta adestrar,
de uma dedicada e improvável,
inocência,
o suficiente parar,
a natureza,
do mundo,
dos,
inteligentes e sensíveis.
Poema feito com recortes de palavras soltas de revistas.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Cartão - postal
Respiro em ti,
É tudo que preciso,
Muito de mim,
que esteve em ti.
Se fez luz e
pregastes,
como sonho,
divino.
Imagem leve,
articulada em miragem,
Refletida em cartão-postal:
Eu e você.
Se fez real,
em pensamento.
Com a sedução,
dos discretos.
Tanto é,
meu desejo por ti,
que chega a doer,
diluir, evaporar.
E tu ficas,
com vontade,
de evaporar-se,
em mim.
É tudo que preciso,
Muito de mim,
que esteve em ti.
Se fez luz e
pregastes,
como sonho,
divino.
Imagem leve,
articulada em miragem,
Refletida em cartão-postal:
Eu e você.
Se fez real,
em pensamento.
Com a sedução,
dos discretos.
Tanto é,
meu desejo por ti,
que chega a doer,
diluir, evaporar.
E tu ficas,
com vontade,
de evaporar-se,
em mim.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Sal
Eu que,
deixei um broto,
de silêncio,
germinar.
Eu que,
entre quântica,
turbulência,
soube tanto,
somar.
Eu que,
fui mar em tempestade,
quebrada em ondas,
espumada em areia.
Fui,
Terra fofa,
salina,
esparramada em vento,
cegada em ventania.
Construção,
em minha,
sua,
mulher de areia,
Modelada em circunferência.
Construída em água.
Desfeita em verão.
deixei um broto,
de silêncio,
germinar.
Eu que,
entre quântica,
turbulência,
soube tanto,
somar.
Eu que,
fui mar em tempestade,
quebrada em ondas,
espumada em areia.
Fui,
Terra fofa,
salina,
esparramada em vento,
cegada em ventania.
Construção,
em minha,
sua,
mulher de areia,
Modelada em circunferência.
Construída em água.
Desfeita em verão.
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