segunda-feira, 19 de março de 2012

Como café



Degustarei em ti,
Todos os pedaços líquidos,
Que se fizeram em mim.
Transformação sólida em rarefeita.

Como café, tomá-lo-ei!
Tomaremos um ao outro.
Terei assim, o prazer de senti-lo.
E não somente com olfato mas,
Com todos os sentidos, completos.

Com água quente, ardente,
Que em contato com pó,
 se transforma, saboroso,
 precioso, extra-forte.

Aquele que gosto mais:
penso ser o sabor,
que desce solto,
preenche tardes.

Literatura pura!
Serenidade obscena,
Desejante em ti.
E somente por ti.

Com formato singelo,
Que me acompanha,
Na dança tranquila,
Sem exaltação e de
querer somente estar.

Me bebe aos poucos,
Com pequenos goles,
sentidos, preenchidos de emoção,
de intenção, com conforto de “lar”.

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